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17 de Abril de 2014, 00:56
Atualização 15.09.2011 às 12:16
Publicação 14.09.2011 às 11:39
Só o envolvimento da comunidade é capaz de dar um novo rumo ao sistema penitenciário
Superintendente da Susepe, Gelson Treiesleben, recebeu o deputado Jeferson Fernandes
Foto de Cristiane Vianna Amaral

O deputado Jeferson Fernandes, relator da Subcomissão da Situação Carcerária da Assembleia, esteve por dois encontros com o superintendente da Susepe Gelson Treiesleben. Nas reuniões dos dias 6 e 13 de setembro, eles analisaram os diversos aspectos do sistema penitenciário gaúcho. Jeferson ficou satisfeito com a série de iniciativas que estão sendo tomadas pelo Governo Tarso que vão qualificar a segurança pública. O superintendente falou da abertura de novas vagas, obras, informatização, programas e destacou o envolvimento da sociedade. “O conselho da comunidade é quem articula a rede, capaz de dar um novo rumo ao sistema penitenciário”, destacou Treiesleben.

Nesses primeiros meses, foram criadas mil novas vagas e, além disso, o número de presos no estado caiu de 31 para 29 mil, 2 mil provisórios que aguardavam a sentença do juiz para serem julgados em liberdade. Essas medidas diminuíram a superlotação das principais penitenciárias gaúchas, um dos principais problemas enfrentados pela Susepe. Para o deputado, ainda não é o suficiente, “mas o Governo mostra que está pensando soluções para a questão”. Já estão previstas obras para implantar mais 6 mil vagas na região Metropolitana e no interior.

Para o deputado, é fundamental separar os presos provisórios dos permanentes. Segundo os relatos recebidos pela Subcomissão, essa mistura é a principal forma de cooptar pessoas para o crime organizado. Treiesleben disse que a Susepe está investindo no treinamento dos servidores para enfrentar essa situação. Também será realizado um concurso público para a contratação de psicólogos, assistentes sociais e advogados.

Jeferson ressaltou a importância de espaços exclusivos para as mulheres, já que as detentas têm necessidades específicas. Como por exemplo, a maioria tem filhos pequenos. O superintendente salientou que no Governo Tarso foi criada a primeira Delegacia Penitenciária da Mulher do Brasil. O órgão tem como objetivo fazer um diagnóstico da situação feminina. Atualmente, 74 casas gaúchas têm mulheres, mas apenas três são exclusivas.

“Trabalhamos uma política de atenção integral para o detento”, explicou a coordenadora-adjunta de Educação, Trabalho e Cultura da Susepe, Liliane Terhorst. Isso significa qualificar os espaços de trabalho em parceria com a comunidade e aumentar o número de estudantes (hoje são apenas 6,6%). “Vejo que quem buscou a recuperação, estudou”, considerou o deputado.

Está prevista para o dia 21 de setembro a apresentação do relatório da Subcomissão da Situação Carcerária na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia.

 

Texto: Cristiane Vianna Amaral - AL/RS
Edição:  Tiago Dias - Assessoria de Comunicação da Susepe

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